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Leishmaniose
Posted by Veterinária Personal Dog in Doenças, Saúde animal on Janeiro 13th, 2010
A leishmaniose é uma doeça provocada pelo protozoário do gênero leishmania. Transmitida ao homem pela picada do mosquito flebotomíneo também chamado de mosquito palha ou birigui. As leishmanias são transmitidas pelos insetos fêmeas. Geralmente a doença acomete cães sadios, enquanto que nos humanos tem predileção por pessoas com imunidade diminuída, tais como crianças, idosos e doentes.
O cão, após ser contaminado pelo mosquito apresenta um período de incubação que varia de 2 meses a 6 anos. Um dos principais sintomas são problemas de pele e pelos, dermatite seborréica, falta de pelos ao redor dos olhos, feridas nas pontas das orelhas e no focinho, crescimento exagerado das unhas, emagrecimento, febre, apatia, aumento de abdome, sangramento nasal, problemas renais e hepáticos.
Mas no entanto mais da metade dos cães portadores não a presentam sintomas.
O tratamento canino não obtem em geral a cura, mas pode oferecer uma boa qualidade de vida e maior longevidade aos animais afetados, esse procedimento exige dos proprietários dos cães um compromisso de cuidados especiais com os animais infectados e também com o ambiente onde vivem. A saúde pública recomenda que animais positivos sejam sacrificados, no entanto pesquisas tem sido feitas e protocolos de tratamento tem sido utilizados por alguns veterinários e tem sido utilizados com bons resultados.
O importante a ressaltar é que pouco tem sido feito para a prevenção da doença, já que ele é transmitida por um mosquito e existe produtos no mercado que pode ser usado para evitar o contágio com a doença, tais como a vacinação, o uso de coleira scalibur, max 3 , pulvex pour-on.
Acreditamos que além de um profissional de saúde pública o médico veterinário deve ser um profissional que ame, respeite e queira preservar a vida de seus pacientes. O sacrifício sumário de um animal de estimação traz muita dor.
A decisão do tratamento não é do médico veterinário e sim do dono do animal. Deixando sempre claro que o tratamento não cura o animal, apenas ameniza os sinais da doença e aumenta a sobrevida e qualidade da vida do paciente. E é bom ficar bem claro que tem que aliar o tratamento aos cuidados para repelir os mosquitos, pois o animal continua portador. Além de ser um tratamento prolongado que exige dedicação e um comprometimento muito grande do proprietário com o animal, além do animal tem que ter um acompanhamento do médico veterinário a cada 3 meses.
Tem-se visto que o extermínio de cães mais tem sido mostrado como a única forma de combate. O Brasil é o único país do mundo que adota a eutanásia como método de controle da leishmaniose canina. Mesmo q ue se exterminasse todos os cães do país o problema não acabaria, pois não é o cão que transmite a doença para os outros cães e o homen; e sim o mosquito, sem este não haveria o ciclo.
Dessa forma parece bem lógico que o combate mais eficaz é o combate ao mosquito, mas o combate ao mosquito é muito complexo do que simplesmente exterminar os cães.
O diagnóstico da doença é realizado através de exames de sangue do cão e também através de esfregaços ou raspados de pele ou biópsia de linfonodos ou medula.
Os tratamentos realizados no homem não são efetivos em cães.
Do ponto de vista da saúde pública os cães infectados devem ser sacrificados, no entanto existem pessoas procurando outras alternativas.