PIOMETRA
Postado por Veterinária Personal Dog em Doenças em Fevereiro 5th, 2010
A piometra é uma patologia uterina e constitui normalmente o final da endometrite comum em cadelas e gatas não castradas, com prevalência da meia idade. Alguns veterinários e pesquisadores registraram que a piometra acomete 3 vezes mais as cadelas do que as gatas.
COMO ACONTECE?
O endométrio ( mucosa que reveste a cavidade uterina ) normalmente apresenta uma resposta exagerada à progesterona, ( que é um hormônio produzido pelos ovários ) , assim as glândulas endometriais ficam repletas de líquidos e císticas ( sendo que este líquido é estéril ) e se acumula na cavidade uterina, e como a musculatura do útero nesta fase não tem contratilidade vai favorecer a invasão bacteriana, que na maioria das vezes é causada pela bacteria escherichia coli, mas tembém podemos encontrar streptococcus, pseudomonas, salmonela, proteus e klebsiela.
Podemos classificar a piometra de duas formas:
A primeira, é a piometra aberta, quando a cérvix está aberta e vem acompanhada de um corrimento vaginal purulento, frequente ou não, escasso ou abundante com cor esverdeada ou achocolatada, isso depende da bactéria presente.
A segunda, é a piometra fechada, onde não observamos corrimento vaginal e o animal está bem abatido e muito doente, pois a toxemia é muito alta.
ENTÃO COMO POSSO PRESTAR ATENÇÃO?
Os simtomas clínicos aparecem de quatro a dez semanas após o cio ou em fêmas que utilizam anticoncepcionais, estes serão os mesmos tanto em cadelas tanto em gatas. A maioria deles são:
Depressão, desidratação, falta de apetite, vômito e muita sede e na maioria das vezes a septicemia. A toxemia associada a insuficiência renal a torna muito grave com altos índices de morbidade e mortalidade.
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO:
Pela palpação, onde o útero estará aumentado de volume, pela radiografia ou ultrassonografia.
E O TRATAMENTO?
O tratamento é eficiente e é cirúrgico, pois estudos comprovam que, fêmeas com piometra aberta e que foram submetidas a tratamentos tiveram rescidiva da patologia.
Então, se seu animalzinho for fêmea, estiver apático, sem se alimentar e tem de quatro a dez semanas que saiu do cio, você pode suspeitar que seu animal pode estar apresentando esta patologia, então não hesite e procure um médico veterinário o mais rápido possível, pois só ele pode fazer este diagnóstico e tratar o seu animalzinho adequadamente.
E lembre-se, o tratamento precoce é fundamental para a boa recuperação do paciente e o sucesso do tratamento.
Estudos Sobre a Sustentação Clínica do FELIWAY®.
Postado por Veterinária Personal Dog em Curiosidades em Janeiro 18th, 2010
Estudo 1: Diminuição na Marcação Urinária.
Feliway provou ser altamente eficaz em diminuir a marcação urinária vertical pelos gatos observados nos ESTADOS UNIDOS e na FRANÇA.
Avaliação Americana

Demográfico:
• 81 questionários finais retornados
• A duração da marcação variou de quatro dias a 10 anos com uma média de dois anos.
Projeto:
• Os participantes do estudo foram examinados, para dados da linha de base, uma semana antes do uso, e então por quatro semanas consecutivas durante a aplicação de Feliway®.
Resultados:
• 60 casos eram de marcação vertical sem defecação.
• Destes 60 casos, Feliway® reduziu ou eliminou a marcação urinária em 95% dos gatos que faziam a marcação verticalmente.
Resultados da Marcação:
Marcação vertical sem defecação:60
Somente Urinação horizontal:13
Marcação vertical com defecação: 7
Infecção do trato urinário: 1
TOTAL: 81
Avaliação Francesa
Demográfico:
• 61 gatos foram avaliados
• A duração da marcação variou de seis semanas a três meses
Projeto:
• Os participantes do estudo tratou em sua casa por 28 dias e monitorou o número de marcas de urina
por até 49 dias
Resultados:
• No primeiro dia, a contagem média era 14.8 marcas por o gato.
• Do décimo quarto dia em diante, ocorreu uma diminuição no número de marcas de urina mais menos de uma marca por dia.
Resultados Do Estudo: Tempo para Exploração
(em minutos) Tempo para Alimentar-se
(em minutos)
Pulverizador Natural Feliway® 32 66
Feromônios Faciais Naturais 31 84
Controle sem tratamento 270 312
CRIANDO O EFEITO TRANQUILIZADOR NOS GATOS
Em ambientes novos e estressantes, ou ao viajar, Feliway® demonstra um efeito tranqüilizador nos gatos. A presença de Feliway® desperta o rápido início do comportamento exploratório e de alimentação em gatos hospitalizados. Em cinqüenta e seis gatos hospitalizados foram divididos a um destes três grupos:
• Gaiolas tratadas com Feliway®
• Feromônio facial felino natural nas gaiolas tratadas
• Gaiolas sem tratamento
Os gatos, em todas as gaiolas, foram observados para determinar o intervalo do tempo entre a entrada nas gaiolas e a inicialização do comportamento exploratório e do comportamento de alimentação.
Os ambientes estressantes incluem:
• Novo local de repouso
• Transporte
• Hospitalização
• Gabinetes
• Gato novo
• Mobília nova
• Pessoas estranhos
- Outros animais
Feliway® é uma marca registrada de Ceva Santé Animale.
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Estudo 2: A Marcação Urinária está na Natureza de todos os Gatos.
INTRODUÇÃO
A marcação urinária é um problema observado por mais de 30% dos donos de gatos. Esta atividade, associada a um forte e característico odor, é inaceitável pela maioria dos donos, mesmo se a quantidades de urina for relativamente pequena.
Os principais meios de ação de que os donos dispõem hoje em dia, são bastante limitados. Nem a cirurgia, nem a quimioterapia são completamente satisfatórias e ambas podem apresentar efeitos secundários inaceitáveis.
A marcação urinária é um comportamento natural dos gatos, tanto dos machos quanto das fêmeas. É um dos principais métodos de marcação territorial. Aspergindo pequenas quantidades de urina, o gato dá aos outros gatos uma indicação da sua presença, em circunstâncias de desestabilização emocional.
Foi posta em evidência uma estreita relação entre a marcação urinária e os feromônios faciais, estes últimos sendo empregues para marcar os objetos nos processos de familiarização e de estabilização emocional. As observações dos especialistas em comportamentos animais puseram em evidência que o gato não marca com urina os objetos previamente marcados com feromônios faciais.
Este trabalho conduziu ao desenvolvimento de Feliway®, um análogo dos feromônios faciais que pode eliminar o problema de marcação urinária.
O Feliway® oferece uma solução natural – quer específica, quer eficaz – para o problema da marcação urinária dos felinos.
FEROMÔNIOS FACIAIS
O que são os Feromônios
Os feromônios são substâncias largamente espalhadas no reino animal que são utilizadas nos processos de comunicação entre os animais da mesma espécie. Assim, os feromônios emitidos por um indivíduo podem afetar e modificar o comportamento de outros indivíduos da mesma espécie e igualmente o comportamento do indivíduo emissor.
A colocação dos feromônios faciais é um comportamento bem conhecido de todos os proprietários de gatos. O gato esfrega a cabeça, desde o queixo até a base da orelha, contra um objeto (Dehasse et De Buyser, 1993).
Os estudos (Verbene et De Bôer, 1976; Verbene et Leyhausen, 1976) deram uma explicação de base acerca das propriedades dos fenômenos faciais; em particular, demonstram que:
1. As secreções faciais em conjunto com as secreções urinárias informam aos machos da receptividade sexual das fêmeas;
2. O comportamento de marcação é comum aos dois sexos, e a freqüência varia segundo o indivíduo;
3. Uma forma de comunicação visual está associada à colocação dos feromônios faciais; de fato, o gato manifesta este comportamento de marcação quando se aproxima de um indivíduo conhecido. Os estudos levaram PAGEAT (comunicação pessoal, 1955) a completar este trabalho inicial e permitiram classificar a função dos feromônios faciais em 3 tipos principais: a) a função de orientação espacial, b) a função relação, e c) a função da estabilização emocioanal.
PROPRIEDADES FUNCIONAIS DOS FEROMÔNIOS FACIAIS
a) A FUNÇÃO DE ORIENTAÇÃO ESPACIAL: Estas marcas são principalmente colocadas em objetos que identificam o limite entre as vias de passagens e zonas territoriais. Encontram-se igualmente nos objetos “remarcáveis” dado o seu tamanho ou estrutura, no interior de uma zona de atividade. Estas marcas parecem implícitas na orientação geográfica do gato.
b) A FUNÇÃO RELAÇÃO: Os gatos que partilham grandes porções de território com outros gatos esfregam-se um contra o outro. A finalidade disto parece ser uma forma de marcação mútua que contribui para criar um odor específico para o grupo. Um estranho será, portanto detectado por um odor não familiar.
c) A FUNÇÃO DE ESTABILIZAÇÃO EMOCIONAL: Quando se coloca um gato num espaço contendo um grande número de objetos diversos, ou se esconde num canto ou começa a marcação urinária. Se tiverem sido previamente aplicados feromônios faciais nos objetos maiores e nas saídas, o gato comportar-se-a de uma forma diferente nesse espaço: começa rapidamente a explorar o quarto, alimentar-se, aceita as carícias como habitualmente e não faz marcação urinária. Da mesma maneira, quando se retira 70% das marcações faciais aplicadas num espaço tornado familiar ao gato, o animal apresentará sinais de ansiedade e recomeçará a seqüência de marcação urinária.
O antagonismo entre os feromônios faciais (função calmante) e a marcação urinária (emitida durante as fases de excitação emocional) foi perfeitamente demonstrado por uma experiência feita em 143 gatos reconhecidos como marcadores urinários: 89% dos indivíduos tratados pararam a marcação (Pageat, com.pers. 1005).
Um gato não marca com urina um local previamente marcado com feromônios faciais.
AS PROPRIEDADES DO FELIWAY®
O Feliway® produz as funções de estabilização emocional dos feromônios faciais. Pode portanto ser utilizado em 2 situações principais:
• Inibição da marcação urinária;
• Instalação do gato num ambiente desconhecido ou gerador de estresse (casa nova, gaiola, hospitalização, etc…).
COMO OS GATOS ORGANIZAM O SEU TERRITÓRIO
O Gato: um animal territorial
Os gatos são considerados animais territoriais no sentido em que estão enfeudados a um território. Por definição, este território é delimitado e defendido.
O território não consiste num único espaço
Este território não se reduz a um espaço único delimitado por marcas odoríferas, mas sim por um grande número de sub-territórios com funções definidas e no seio dos quais o gato manifesta comportamentos diferentes: são os campos territoriais.
As diferentes zonas territoriais
Os campos territoriais podem ser classificados em zonas de atividades dedicadas a funções comportamentais específicas: campos de caça, de jogo, de reprodução ou ainda outras zonas onde podem ter lugar às interações com os membros de outras espécies.
Existem também os campos de isolamento; estes são espaços onde o animal pode repousar ou ainda recuperar, quando está doente. Estes campos são geralmente tratados de forma a evitar qualquer contato (DEFORET 1995).
O número de gatos que vivem no mesmo território altera a superfície determinada para o campo de isolamento.
Tolerância dos membros da mesma espécie
O grau de tolerância dos outros gatos numa zona territorial depende de vários parâmetros. Os dois principais são: o tipo de atividade e o número de gatos que coabitam no território.
Por exemplo, a presença de um congênere pode ser tolerada na mesma zona de jogos, mas não numa zona de reprodução. São zonas de intolerância onde a presença de outro leva ao confronto (DEHASSE et BUYSER, 1993).
FELIWAY®
Composição:
Fração de análogo estrutural de Feromônios Faciais de Gato: 10%
Excipientes q.s.p.: 60 ml
Indicações:
O Feliway® possui certas propriedades de feromônios faciais do gato.Por esta razão pode ser utilizado para evitar e parar a marcação urinária; assegurar a tranqüilidade ao gato num ambiente desconhecido (casa nova, férias, etc…) ou estressante (gaiola, cesto, veículo, etc…). Estas utilizações são propostas a título de exemplo. Cada situação constitui um caso particular, recomendamos que consulte o veterinário que poderá aconselhá-lo e prescreverá o modo de utilização mais adequado ao seu animal.
Modo de Uso:
Pulverização das zonas sujas pelo gato assim como os principais objetos suscetíveis de serem utilizados pelo gato como suporte de marcação urinária.
Apresentação:
Embalagem com 1 frasco pulverizador de 60 ml.
REFERÊNCIAS
DEFORET C.(1995) Marquage territorial chez le chat: dês signes à décripter et à traiter: Veterinary Week n°773. pp 15-22
DEHASSE J., DE BUYSER C. (1993) Socioécologie du Chat, PMCAC, 28 pp 469-478
HART B., HART L (1985) Urine spraying and urine marking in cats, in Canine and Feline Behavioural Therapy, Lea and Febiger Publishers, MALVERN, USA. pp 134-145.
PAGEAT P.(1996) Personal communication.
VERBENE G., LEYHAUSEN P. (1976) Marking behaviour of some Viverridae and Felidae: time interval analysis of the marking pattern, Behaviour, 58, 192-253.
Proibido o corte de orelhas em cães
Postado por Veterinária Personal Dog em Cuidados em Janeiro 14th, 2010
A matéria é do site G1, o portal de notícias da Globo (www.globo.com/g1) publicada em 25 de março de 2008.
O Conselho Federal de Medicina veterinária proibiu o corte de orelhas e recomenda que não se corte caudas de cães, por considerar que essas práticas são uma mutilação do animal.
Muitos donos acreditam que seus cachorros ficam mais bonitos de rabo empinado ou quase sem orelha. A mudança no visual só é possível, na maioria dos casos, após uma cirurgia nos animais.
A prática é muito comum em cachorros treinados para o combate, como as raças pit bull e rottweiler, mas veterinários dizem que a operação é perigosa. “Não existe necessidade de expor o animal a um risco anestésico ou de pegar uma infecção durante a cirurgia. É um risco desnecessário, que o animal não precisa correr”.
O Conselho Federal de Medicina Veterinária proibiu nesta quarta-feira (19/03/08) duas práticas muito comuns no Brasil: a conchectomia, que é o corte da orelha do cachorro, e a onicectomia, que é a retirada da unha do gato.
Segundo o conselho, a decisão foi tomada porque é preciso estabelecer uma convivência de respeito mútuo entre o animal e seu dono, e as cirurgias não trazem nenhum benefício aos bichos. A proibição pretende estimular os donos a conhecer os animais como eles realmente são e evitar as mutilações.